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Roberto Warken

http://www.warken.floripa.com.br

Um homossexual é assassinado a cada dois dias no Brasil, mostra pesquisa

 

Relatório do GGB (Grupo Gay da Bahia) aponta que foram assassinados 190 homossexuais no ano de 2008 no Brasil --um a cada dois dias. O número é 55% maior que o registrado pela ONG (organização não governamental) em 2007, quando foram registrados 122 crimes do tipo. Das vítimas, 64% eram gays, 32% travestis e 4% lésbicas.

A entidade, a mais antiga associação de defesa dos direitos dos homossexuais no país, fundada em 1980, faz a pesquisa com base em notícias divulgadas pela imprensa nacional pois não existe um órgão oficial que realize essa estatística.

Dados do GGB mostram o Brasil como o pais com maior número de crimes homofóbicos, seguidos do México --com 35-- e Estados Unidos --com 25. Mesmo extraoficial, o relatório da associação é utilizado em citações da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.

A pesquisa mostra que o risco de um travesti ser assassinado é 259 vezes maior que um gay. Pernambuco é o Estado mais violento para esse tipo de crime, com 27 mortes, e o Nordeste aparece como a região mais perigosa: um homossexual nordestino corre 84% mais risco de ser assassinado do que no Sudeste e no Sul.

Os homossexuais jovens, com menos de 21 anos, são 13% das vítimas. Segundo o levantamento, predominam entre as vítimas travestis que se prostituem, cabeleireiros, professores e vendedores ambulantes. Gays são mais assassinados dentro de casa a facadas ou por estrangulamento, enquanto travestis são mortos na rua a tiros, segundo o GGB.

A maioria dos assassinos --80%-- são desconhecidos das vítimas e, de acordo com a pesquisa, predominam nesse grupo garotos de programa e vigilantes noturnos. Ao menos 65% deles são menores de 21 anos.

O GGB disponibilizar o manual "Gay vivo não dorme com o inimigo" como estratégia para erradicar os crimes homofóbicos. A associação pede providências à Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República e ameaça enviar um relatório, contra o governo brasileiro, à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA (Organização dos Estados Americanos) e à ONU (Organização das Nações Unidas), pelo crime de prevaricação contra os homossexuais.

O relatório é elaborado pelo GGB desde 1980. Até 2008 foram documentados 2.998 assassinatos de gays, travestis e lésbicas no Brasil, concentrando-se 18% na década de 80, 45% nos anos 90 e 35% --1.168 casos-- a partir de 2000.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u551006.shtml 

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Posted April 17, 2009
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Homossexual que perdeu rim após ser agredido receberá pensão

Homossexual que perdeu rim após ser agredido receberá pensão

 
O homossexual que perdeu um rim após ser atacado por um grupo de homens vestidos de preto, em 2006, receberá do Estado 50 salários mínimos por danos morais, 1,1 salários mínimos de pensão vitalícia por danos materiais e terá os gastos com tratamento médico e transporte ressarcidos. A decisão da Justiça, conseguida por intermédio da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, afirma que o "Estado tem o dever de indenizar [o agredido], já que não há provas de que foi garantida a segurança pública no local". A Defensoria afirma que recorreu da decisão para tentar aumentar o valor da indenização. A vítima, atacada em dezembro de 2006 na praça da República, foi derrubada e espancada a chutes de coturno por um grupo de cerca de dez pessoas. Um de seus rins, esmagado durante a agressão, teve de ser retirado. A Defensoria Pública entrou com uma ação argumentando que "a Administração Pública tem a obrigação de tomar todas as medidas para assegurar a proteção da população e, se dispõe de dados que indiquem a necessidade de intensificação das medidas, deve tomá-las, sob pena de colocar os cidadãos em situação de risco". Segundo a defensora, outros ataques a homossexuais já haviam ocorrido na região da praça da República, mas no dia do ataque à vítima que perdeu o rim não havia nenhuma viatura no local. Leia mais (14/04/2009 - 00h35)

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Posted April 13, 2009
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