Brasil muda conduta em Direitos Humanos

Brasil muda conduta em Direitos Humanos em http://bit.ly/hOsYmK

Diz o artigo que a Presidenta Dilma está preocupada com os destinos da senhora iraniana Sakineh Ashtani ainda em vias de ser morta por lapidação (leia-se, apredejamento).


Fico contente que o articulista , Sérgio Leo , de Brasilia (que escreve para o jornal Valor Online) tenha trazido esse assunto a tona.

Espero que mais adiante, além de se preocupar com a imagem internacional do Brasil, Dilma comece a dar conta das questões séríssimas de Direitos Humanos dentro do próprio território nacional onde pessoas LGT´s são assassinadas, lesionadas ou vitimadas via bullying ou assédio moral.

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Ministro Paulo Vanuchi, Presidente Lula, Ministra Maria do Rosário

O lindo discurso da Ministra Maria do Rosário (http://portal.mj.gov.br/sedh/discursos_ministra/Discurso%20Maria%20do%20Ros%C3%A1rio%2003_01_2010.pdf) em 03 de janeiro me deixou com os dois pés atrás, quando afirmou: " Não descansaremos  diante da intolerância,  base para os crimes de ódio praticados contra os homossexuais. É uma responsabilidade nossa integrarmos ações para a promoção dos direitos da população LGBT com a garantia da igualdade dos direitos civis de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais em relação a toda a sociedade". Porque penso assim? Porque esse é um discurso manjado, é retórica antiga. 
E, mesmo se quiser fazer alguma coisa encontrará muita dificuldade para fazer negociações com o aumento da bancada fundamentalista e tradicionalista, que não é pequena. Não posso desejar a Rosário apenas sorte!
A pergunta que fica é: Rosário quer pagar esse pato? Dilma quer entrar em rota de colisão com sua base mais conservadora? Não sei! Tomando como exemplo o ex-presidente Lula, podemos sentar e aguardar por mais alguns anos. Será isso? 

Nós, que vivemos um apartheid de gênero devido as brechas da controversa Constituição e do Código Civil (portanto, um apartheid promovido pelo Estado e pela esmagadora maioria das igrejas) estamos cansados de discursos que não se traduzem em ações concretas. Somos usados/as enquanto mentores/as de políticas públicas para inglês ver. Somos usados/as para medidas paliativas - faço de conta que estou fazendo algo por você e você faz de conta que acredita e espalha para todas as pessoas - no melhor estilo boi de piranha e ainda servimos como bucha de canhão (é muito adjetivo?).

A operação Band-Aid traduzida pela primeira conferencia GLBT, em Brasilia ficou para traz no momento em que a Presidenta da Argentina, Cristinas Fernándes Kishcner promulgou a Lei do Casamento Civil (ou, como os jornais chamaram - casamento gay), ali, na Argentina. Passaram a perna em nós, é fato. 

Está no discurso, mas, isso não nos garante nada. Já vi esse filme antes.

Roberto Warken
Sociólogo
Especialista em Educação Sexual
Mestre em Educação e Cultura
Membro do Instituto Arco-Iris de Direitos Humanos