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Fonte: http://txt4.jt.com.br/editorias/2008/09/09/ger-1.94.4.20080909.1.1.xml
Motociclistas
atacam em trios, usam mala de entregador de pizza e atuam
principalmente na Vila Olímpia, Brooklin e Jardins no início da noite
Camilla Haddad, camilla.haddad@grupoestado.com.br
Quadrilhas
especializadas em roubar laptops na Vila Olímpia, Brooklin e Jardins,
na Zona Sul, áreas nobres da Capital, mudaram seus métodos de assalto.
Até o ano passado, agiam em dupla na mesma moto. Agora, segundo a
polícia, atuam em trio - um homem em cada moto numa distância de 40
metros entre eles. Um dos ladrões faz o roubo, enquanto os outros dois
dão cobertura, às vezes em um carro, cercando a vítima. O roubo dura no
máximo dois minutos e em seguida fogem por ruas da região.
Outra
tática é deixar um ladrão sozinho na moto. Ele surge na janela do
motorista e ordena que entregue o laptop, quase sempre armado. Para não
levantar suspeitas, ele carrega uma mochila nas costas semelhante às
usadas pelos entregadores de pizza.
Ainda é comum o assaltante
perambular pelos bairros com o capacete na cabeça. Na primeira
oportunidade, ele ataca o executivo e leva o computador. "Isso não quer
dizer que a população tem de sair correndo ao ver qualquer pessoa com
capacete", alerta um investigador ouvido pelo JT .
De acordo com
a polícia, os endereços dos roubos dos equipamentos também mudaram. Até
dezembro, as gangues assaltavam executivos no congestionamento na
Avenida Nações Unidas, entre as pontes do Morumbi e Bandeirantes, na
Zona Sul. Depois que os investigadores identificaram esse tipo de
delito no local, os ladrões migraram para ruas como a Gomes de
Carvalho, no Itaim-Bibi, e Cardoso de Mello, na Vila Olímpia, mas
sempre no início da noite. As proximidades de prédios de empresas,
hotéis que sediam convenções e universidades são pontos visados.
Ataques noturnos
Dados
do 96º Distrito Policial apontam que esse tipo de crime também passou a
ser registrado com maior freqüência nas Avenidas Luís Carlos Berrini e
Roberto Marinho. Os ataques costumam ocorrer após as 19h30. Segundo
policiais, uma operação diária é feita na região. São usadas viaturas
descaracterizadas e duas com o símbolo da Polícia Civil.
Quando
saía da empresa, na Rua Cardoso de Mello, o administrador de empresas
Everson Lopes, de 25 anos, foi surpreendido por dois homens armados.
Eram 18h30 e ele deixava o trabalho em direção a um bar, na mesma
calçada. "Eu estava com a mochila nas costas, para disfarçar o
notebook", contou. "Mesmo assim dois homens armadas me pegaram e depois
fugiram em motos. Levaram até meu celular e os documentos."
O
rapaz disse que, ao chegar ao 96º DP, foi informado pelo plantonista
que casos como o dele eram cada vez mais comuns. "Se a própria polícia
diz que é normal, a gente perde a esperança."
Outra vítima, Ate
Martinelli, gerente financeiro, de 30 anos, teve o laptop roubado na
mesma região. "Um cara estava abaixado, perto da moto, parecia
consertar algo. Ele levantou e mostrou um revólver. Eu estava saindo do
trabalho e tive de entregar o computador." O caso aconteceu às 19h30.
"Se pegar táxi, chamo a atenção. Se for a pé até o estacionamento,
também corro perigo. Falta luz ali e ronda da PM."
Segundo o
porta-voz do Comando de Policiamento da Capital (CPC), tenente Pedro de
Souza Lopes, somando os roubos em geral na Avenida Luís Carlos Berrini
(Vila Olímpia), ruas Cardoso de Mello, Guaraiuva (Itaim) e Gomes de
Carvalho, os notebooks representam 25,76% - de janeiro a julho. "Não
acho que seja um número significativo, mas sabemos que estão
acontecendo roubos ali, principalmente de quem chega de táxi vindo de
aeroportos", justificou o tenente.
A Secretaria de Estado da
Segurança Pública (SSP) foi procurada por três vezes na semana passada
para informar o número de ocorrências no 96º DP (Brooklin) e no 15º DP
(Itaim-Bibi). A SSP informou que os dados não estão disponíveis pois
requer um levantamento manual nos DPs.
Nova rotina
Ladrões em motos avançam em trios Quase
sempre armados, os ladrões atuam em trios, mas cada um em uma
motocicleta, numa distância de uns 40 metros entre eles, para não
despertar suspeitas da polícia. Enquanto um dos assaltantes aborda a vítima no carro ou a pé, as outras duas motos dão cobertura para a realização do crime
Forma de ataque Assaltante usa mochila de fast-food
Outra estratégia adotada é agir individualmente carregando uma mochila nas costas, como se fosse um entregador de comida. O ladrão aparece na janela do motorista, o ameaça com uma arma, e exige que entregue o computador rapidamente.
Quando não está armado ele simula o uso de uma pistola
Despiste Comparsas dão cobertura para fuga Os criminosos também costumam assaltar com um homem em uma
moto e dois comparsas dando cobertura num carro. Na hora do roubo, um
ladrão desce, pula para a garupa, rouba o laptop e depois volta para o
carro. O bandido continua na moto sozinho, mas a polícia fica
procurando dois homens numa motocicleta
Na calçada Eles fingem consertar moto antes de agir Em
alguns registros de roubos de notebook na Vila Olímpia a polícia
identificou que criminosos agem na calçada. Fingem que estão
verificando algum problema na moto, geralmente uma Honda CG, e, quando
percebem a vítima passando, atacam. O ladrão sempre está de capacete
com as viseiras escuras
Locais e horários Criminosos atacam no início da noite Na
Av. Engenheiro Luís Carlos Berrini e Rua Guaraiuva, bandidos atacam a
partir das 19h. As vias são as campeãs de assaltos. Nas ruas Gomes de
Carvalho e Cardoso de Mello, os roubos ocorrem após as 18h. Na Av.
Nações Unidas, bandidos assaltavam até o ano passado às 8h30
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