Há tantos acontecimentos na área das sexualidades que, causa espanto pensar que uma novidade seria bem difícil de surgir neste momento - Michael - que vivemos.
Particularmente, pais e mães que não conseguem dar a devida primeira educação (aquela obtida em casa) e, repassam esta etapa para a escola, que usa artifícios simples para não intervir no processo, acabam por gerar diversas inseguranças na cabeça de certas crianças.
Depois, ao final, ou a escola foi ruim, ou os amigos com quem andavam e dos quais recebiam conselhos, eram "más companhias".
Somos seres incompletos que precisam imitar para sobreviver. Outros mamíferos, por exemplo tem o desenvolvimento cerebral comprometido, para que o corpo e seus extintos se sobressaiam e , assim, imediatamente após nascer, devem aprender a andar, correr, bater barbatanas, não morrer afogado.
A pouca coisa que pareceria ser original no ser humano é a mistura que acontece após a concepção. Tipo, 50% do pai e/ou da mãe e seus respectivos antecessores e antecessoras se trocam. Uns se estabelecem, outros desaparecem e, assim, nosso DNA, virou uma assinatura biológica, uma espécie de carteira de identidade intergalática com um único numero.
Não aprendemos sobre sexo pela obra do divino. Se não é vendo e praticando, é através do que "ouvi dizer".
na história abaixo, o casal decidiu não revelar a sexualidade da criança. Estão sendo exemplo para uma criança de dois anos e meio? Que tipo de exemplo. Típica conversa de fofoqueiro. A criança ainda não "desenvolveu"a maldade. Ela se toca, se conhece, não sabe o que é ter vergonha, mêdo, felicidade, mas, sabe o que lhe causa prazer.
O que os outros tem a ver com a sexualidade desta criança? Necessidade de enquadrá-la?
Seria como fazem esses pais e mães que escolheram religiões pela gente? O vestir-se de branco?
Claro que a sexualidade da criança vira à tona em breve. Que um dia saberemos sua orientação e gênero, coisa que ela só vai "descobrir" lá por volta de seus 14 anos. E isso não nos interessa, correto? Antes de nossa sexualidade vem a nossa condição de ser humano, e as variações das sexualidades são expressões de como as sexualidades não se resumem a configuração de nossas anatomias.
As feministas trouxeram os estudos de gênero a baila e como o masculino foi construído socialmente para dominar o feminino e torná-lo subserviente. A orientação sexual, LGBTH é outro componente que se pretende se saber, cultural ou genético. Conhecimento é poder, afinal.
Essa criança fará suas escolhas brevemente, pois a atitude de pertencimento a um grupo é uma atitude de sobrevivência. Ela poderá fazer escolhas erradas? Sim. Poderá fazer escolhas certas? Sim. mesmo influenciada por uma mãe e pai que lhe dão a oportunidade de viver quaisquer sexualidades. Mas , e as outras influências externas?
Quando todos e todas pensam que existe uma "vida normal" vem alguém e nos mostra outra possibilidade de ser, de ser e fazer de outro jeito tão comum quanto o os outros.
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“Pais não revelam sexo de sua criança de dois anos e meio”
QUI, 02/07/09
POR KÁTIA MELLO |
Alguns pais decidem não querer saber o sexo da criança durante a gestação. Esperam pela hora do parto para descobrirem se é um menino ou uma menina. Um casal de 24 anos na Suécia levou esta prática além dessa realidade. Eles se recusam a dizer o sexo de sua criança (na foto acima), que já tem dois anos e meio de idade. “Queremos que Pop cresça com maior liberdade e que não seja forçado a um gênero que o/a moldará”, disse a mãe. Pop (um nome fictício para proteção da criança) usa vestidos e também calças masculinas e seu cabelo muda do estilo feminino para o masculino a cada manhã. Apesar de Pop saber as diferenças entre um menino e uma menina, os pais se recusam a adotar pronomes para chamar a criança. A controversa atitude do casal gerou um intenso debate no país.
O jornal sueco que entrevistou os pais, The Local, conversou com a pediatra sueca Anna Nodenström do Instituto Karolinska sobre os efeitos a longo prazo no comportamento da criança. “Afetará a criança, mas é difícil de dizer se fará mal a ela”, diz a pediatra. “Não sei o que os pais querem com isso, mas certamente ela será diferente”, completou. Anna ainda afirmou que quando Pop entrar na escola, se seu gênero ainda for desconhecido, ela chamará muito a atenção dos coleguinhas.
A psicóloga canadense Susan Pinker autora do livro The Sexual Paradox, também entrevistada pelo jornal sueco, disse que será difícil manter incógnito o sexo da criança por muito mais tempo. “As crianças são curiosas sobre suas identidades e tendem a gravitar em torno das de mesmo sexo no começo da infância”.
Pop logo ganhará um irmãozinho ou irmãzinha, porque a mãe está grávida. Ela afirmou que irão revelar o gênero ”quando Pop quiser”.
Fonte: http://colunas.epoca.globo.com/mulher7por7/2009/07/02/pais-nao-revelem-sexo-de-sua-crianca-de-dois-anos-e-meio/
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